Marco Antônio de Morais Alcantara
Neste texto se pretende discutir brevemente alguns aspectos sobre o que é cultura, quando engendrada na formação de um povo, a indústria cultural, e a ética e a moral, as quais podem ter caráter predominantes universais.
O que é cultura. Muito diferente do que se imagina, em
termos de saberes individuais, como títulos acadêmicos, artes, domínio de línguas,
aqui se trata de um contexto coletivo de um povo ou agrupamento social, tomando
em conta as suas crenças, valores, hábitos, e tudo que cria um padrão de
comportamento.
A cultura está relacionada com as reações de defesa e de
sobrevivência de uma população, sobre como ela reage, e protagoniza diante dos
fatos.
Os profissionais de sociologia ressaltam o caráter coletivo
no aprendizado, e não aquilo que se desenvolve individualmente, considerando
que um indivíduo aprende coletivamente, mesmo que ele seja de outra cultura. A cultura
não é hereditária, senão pelo aprendizado transmitido pelos pais; inclusive, se
uma pessoa de origem particular for criada em uma sociedade diferente da dos
seus pais, ele poderá se aculturar como se ele fosse do lugar.
Outros aspectos sobre culturas, é que cada ponto de uma
cultura não pode ser extraído e analisado separadamente, de modo isolado, senão
pelo padrão que envolve os demais aspectos. Ainda, se considera que não existe
uma cultura que seja superior às demais, e que seja tomada como referência. A isso
se dá o nome de “etnocentrismo”.
A cultura tem tomado pontos congruentes nos últimos anos,
sobretudo com os recentes fenômenos de migração, e de costumes, como por
exemplo o uso de símbolos religiosos em instituições públicas, ou do uso de
vestes e de costumes.
A indústria cultural
Diferentemente de um conjunto de crenças, valores e costumes
que são aprendidos coletivamente por um povo ou sociedade particular, a
indústria cultural é engendrada por protagonistas com propósitos definidos, de
modo a repercurtir na cultura de um povo. Esta cultura é por vezes manipulada,
e tem por propósitos criar a alienação, a dominação e a fábrica de realidades.
Desta forma, a compreensão original pode ser modificada por
alguns estímulos, muitas vezes financiados, por exemplo, nos casos da indústria
fonográfica, que pode expor determinado país como um eldorado, ou como de
perfeição, além das mazelas locais; inclusive, pode se criar também o chamado “complexo
vira-latas”, de modo a se criar inferioridade, contrariamente à uma imagem de
autoestima.
Por outro lado, a indústria cultural pode fazer o contrário,
disponibilizando imagens e vídeos de populações ressaltado os seus problemas
como se fosse a única realidade.
Com respeito às artes e aos interesses comerciais pode se
dizer que a mão da indústria cultural pode estar presente, criando ícones que
possam ser enquadrados na população como seus. Por exemplo, quando um indivíduo
que nasceu e cresceu em um ambiente urbanizado, nunca teve relação com o campo,
vem a valorizar a cultura do agro, não deixando de reconhecer o papel do agro,
mas de se discutir o vínculo que justificaria a sua personalização na vida de
um indivíduo que não viveu a experiência.
A qualidade da arte não é levada em consideração, mas sim o
seu valor comercial. Uma arte clássica não teria obrigatoriamente o mesmo
incentivo que um hit que possa fazer a população balançar no sentido coletivo.
Coo se vê, a indústria cultural não tem o papel seletivo ou
crítico na apreciação de valores, mas sim de promover a modulação do pensamento
coletivo como lhe interessa. As pessoas que vão no sentido da contracorrente
são tachadas, rotuladas ou ridicularizadas.
A ética, a moral e o direito
A ética e a moral têm muita afinidade entre si, e necessita
de uma precisão cirúrgica para poder separá-las.
A ética representa tudo o “que pode”, ou que “não pode” ser
feito, sem que necessite estar escrito.
A ética tem caráter universal, enquanto que a moral
representa um conjunto de princípios de acordo com a cultura de um povo.
O direito, por sua vez, tem por finalidade regulamentar e
atuar sobre as possíveis infrações que são feitas por alguém, no sentido de
agir.
A ética está relacionada ao contexto profissional,
envolvendo pontos como a valorização da categoria, os procedimentos de acordo
com a ética, a não difamação, a honestidade, a não negligência, e os demais
aspectos que não necessitam estar escritos, mas que compõem os diversos
conjuntos relativos à cada profissão, sendo poe elas prescritos.